Large Hadron Collider, explicado

O LHC foi ligado em algum dia de agosto desse ano, e hoje começaram a circular os feixes pelo anel principal. As partículas devem ficar acelerando ali até meados de outubro, quando atingirão 99% da velocidade da luz, e serão colocados em rota de colisão dia 21 daquele mês. O que vai acontecer depois? É isso que todos querem saber.

Enquanto o fim do mundo não chega, o PHD Comics começou uma ótima série sobre a visita do autor ao acelerador de partículas que explica bem o que é tudo isso e o que os cientistas esperam.

EDIT: Vazou hélio do sistema de refrigeração e precisaram desligar o LHC. Até março ou abril de 2009. Isso sim é anti-climax.

Idéias rejeitadas para séries de televisão

O jovem Cthulhu! Recém chegado na vizinhança, o pequeno senhor do mal tenta se adaptar à nova escola mas é rejeitado por seus coleguinhas, que não entendem sua aparência. Entristecido, Cthulu arranja uns parceiros por intimidação e sacrifica seus detratores na hora do lanche ao som de gangsta rap.

Dia de artista

É horrível quando isso acontece. Você está na rua, no banheiro ou no carro e de repente tem uma epifania. Um momento onde as idéias que você ruminava se conectam e tudo passa a fazer sentido. O resultado seria um belo texto para a posteridade, onde suas conclusões geniais poderiam ser divulgadas e discutidas. E você se prepara para fazer conexões impensáveis do renascimento com a teoria da relatividade e a crise do pós-moderno, e pensa porque aquele copo está ali se eu tinha acabado de deixar ele na pia? Ah, é porque tinha tomado suco, que manchou o rascunho… mas criou uma textura interessante. Cadê a gueixa que eu comecei a desenhar? Aqui, essa cor combina bem com o que eu quero fazer no vestido. Xi, acabou a tinta. Vou sair para comprar assim que acabar de ver esse e-mail. Ah, Homem de Ferro estreou hoje!

(corre para o cinema)

Cara, o Robert Downey Jr. é o Tony Stark mesmo. Hum… estou com a sensação de ter esquecido alguma coisa.

Um artista pode ser muito grande sem ser “progressista”, porque a grandeza da arte não reside em novas descobertas.

E. H. Gombrich

 

E se…

…Oiticica estivesse no Project Runway? Imagine ele trabalhando no ateliê com os outros estilistas quando o Tim chegasse, desgostoso com o que tinha visto.

– E você, Hélio? O quê é isso?

– Esse é o parangolé. Já está finalizado.

– Hum, não estou certo…

– Parece estranho agora, mas espere só a modelo vestir.

Tim solta um suspiro e fala “Ok, make it work”. Depois do desfile os jurados horrorizados começam as perguntas:

– Hélio, o que foi isso?

– Isso foi a desmaterialização tátil viva pela participação do espectador, Heidi.

– Hã?

– É uma anti-arte que quer criar uma nova condição experimental onde o artista, no caso eu, toma o papel do educador.

– Mas o desafio foi criar um vestido de noite com materiais recicláveis.

– Noite ou dia, não há diferença. O importante do conceito foi fazer uma remissão às favelas cariocas demonstrando as complexas texturas do duelo de classes, expondo minha sensibilidade política às custas do atrativo estético.

– Oh… kay.

E Oiticica seria desclassificado naquele primeiro programa, contrariado.

 

Nostalgia

Ah, agora eu sei onde foi parar a calota de fusca que meu pai perdeu em 83. Virou maquete para o Museu Nacional.

Note o arame que prendia ela à roda.