Microsoft’s Windows 10 Fall Creators Update

Não é um nome que rola fácil da língua mas, caramba, se não é um bom update. Um monte de sites e blogues já cantaram as maravilhas dessa nova versão do Windows mas eu solto fogos por causa de duas coisas:

  1. Ubuntu no Windows! Nunca mais preciso instalar WAMP, XAMPP ou VMware para rodar um stack LAMP! Isso é coisa linda de Deus, poder editar imagens no Photoshop, atualizar o código no Dreamweaver (não me julguem),  e testar tudo no Edge (yep, Edge) sem ficar murrinhando memória para a máquina virtual ou instalando gambiarras.
  2. Touch n’ grab global! Esquece o que eu disse antes, ISSO sim é coisa linda de Deus. Para quem usa mesas digitalizadoras, é uma mão na roda poder usar a caneta como se fosse um dedo interagindo com uma tela touch screen. Para apegados como eu, que ainda usa um jurássico Graphire 3 de 2004, é como ter um tablete com touch.

Minha única decepção foi não ter visto uma implementação completa do Fluent Design System no Windows. Ok, tem uns apps e talz como a calculadora e o Groove, que são programas que quase ninguém usa com a mesma frequência de um e-mail ou calendário, mas ainda assim irrita ver que o sistema carrega carunchos que parecem ter saído do Windows 95. Olha isso aqui:

Pensando bem, vai que é para agradar os hipsters de polaroid. Deve ser mais raiz conectar via linha discada do que usar essas conexões coxinhas de 100 megas.

Cadê o artigo sobre o SSL?

Vai sair, vai sair. O problema é que o Softaculous pirou na batatinha e violentou a instalação do WordPress, e o backup não conseguiu recuperar o texto. Moral da história: apaguei tudo e refiz o blog na mão, sem mané de Softaculous o caramba. Agora sim as coisa vão estabilizar, mas isso significa ter que trazer as imagens de volta, e reescrever o raio do post que foi espaço junto com a instalação original…

Instalando um tablet Graphire 3 no macOS Yosemite

 

Tenho um tablet Graphire 3 (modelo CTE-430) que me acompanha desde 2005, e que resiste bravamente apesar da constante tentação em trocá-lo por um modelo Intuos (culpa do Windows, que aceita alegremente os drivers pré-históricos dele sem nenhum problema). Além disso, desenterrei meu iMac 2008 e resolvi encostar meu turbo-mega-super-blaster notebook ASUS fazer um test-drive com ele por uns dias e reviver uma época mais simples, onde não tínhamos tanta pressa.

Surpreendentemente, tudo funciona razoavelmente rápido e muito bem – exceto o tablet. Os drivers disponíveis na página da Wacom não reconhecem um tablet de 12 anos, com razão. Mas há uma solução, você só precisa achar a página certa e seguir os passos:

  1. Visite este link. Ele leva para a página asiática de suporte da Wacom.
  2. Escolha a versão para download. Tive sucesso com a 5.2.6-5(RC).
  3. Certifique-se de que não há nenhum driver Wacom instalado. Se houver, remova-o com o próprio utilitário da Wacom dentro da pasta de Aplicativos e reinicie o iMac.
  4. Abra o arquivo DMG que você baixou e instale o driver. Após a instalação o tablet já deve parar de agir como mouse e funcionar como caneta.
  5. O painel de controle do tablet não será compatível com o Yosemite. Para abri-lo vá até a pasta Aplicativos, clique com o botão direito no ícone “Preferências do Sistema”‘ e selecione “Obter Informações”.
  6. Na janela aberta marque a opção “Abrir no modo 32 bits”.
  7. Abra as preferências do sistema, configure tudo e feche a janela, repetindo os passos 5 e 6 para desmarcar a opção.

Se tudo der certo, o tablet funcionará normalmente. A versão do painel de controle da Wacom só existe em 32 bits, exigindo os malabarismos dos passos 5 a 7 toda vez que for necessário atualizar alguma configuração do tablet. Como alternativa, você pode editar diretamente o arquivo com.wacom.pentablet.prefs que fica na pasta ˜/Biblioteca/Preferences/, mas fique avisado que isso vai exigir um pouco de paciência e disposição para ler e compreender o arquivo.

Um outro passo que pode ser necessário ou não, dependendo do sucesso, é instalar primeiro o OS X 10.8, instalar o driver e então fazer o upgrade para o Yosemite. Depois do upgrade o sistema vai dizer que desativou e moveu o painel de controle da Wacom para uma pasta por ser incompatível. Basta abrir a pasta, clicar duas vezes no arquivo para reinstalá-lo e repetir os passos 5 a 7 para configurar o tablet.

Então tá então

Um belo dia você acorda e pensa: quero manter minhas coisas por aí mais não, vou juntar tudo no meu site. E começa pelo blog. Aí você abre o site do WordPress, cata os arquivos, prepara toda a configuração do seu servidor, edita o .htacess porque esqueceu de colocar os arquivos na pasta certa, apaga tudo, reinstala, estuda a API e finalmente acerta o wp-config.php, põe o site de pé, apanha para entender por que os redirecionamentos estão quebrados, e vai mexendo e cutucando até que um dia, tudo funciona.

Feliz, você faz a dancinha da vitória e comemora abrindo o painel de controle do seu domínio para criar um endereço novo, e descobre um link do Softaculous que instala o que quiser, WordPress inclusive, automaticamente e quase sem configuração, em dois minutos.

 

It works y’all!

Woooooah, a importação do blog antigo funcionou! Ou quase… Falta dar uma escovada no texto e ajeitar umas imagens, mas o grosso está aí. Ao trabalho então.

Revisitando a Renascença

 

Pintado por Piero della Francesca, o afresco registra o momento onde um anjo e uma mulher equilibrando um prato na cabeça olham para um pilar pouco antes de o empurrarem e saírem correndo, deixando para trás os destroços da construção. Seu João, no alto, tenta diplomaticamente demover os dois da idéia dizendo “Eieiei mexe aí não, ô!”, em uma vã tentativa de salvar seu trabalho de alvenaria.

Intitulada “Agora a casa cai”, a obra tem 3,29 por 1,93 metros e encontra-se na cidade de Arezzo, Itália.

Parla!

Agora sim você pode visitar uma exposição minha (tá, não só minha, mas enfim) gritando “seu demagogo sofista!” com o dedo indicador direito em riste enquanto segura uma coxinha com a mão esquerda, porque finalmente estarei no Espaço Piloto expondo Arte! com outros formandos a partir do dia 27 de agosto. Olha aí uma foto:

Não do desenho inteiro, preciso criar um draminha. Mas o que realmente importa é que essa série de sete desenhos (quatro deles na galeria) é mesmo de ciclistas, como havia planejado, e não de bichinhos ou estudos anatômicos. Nada contra as criaturinhas, mas é muito mais satisfatório desenhar uma de suas paixões do que pegar aleatoriamente um tema do qual você tem uma leve, quase coincidental, relação.

 

Idéia para um filme

Na tranquila cidade de Pandorga, seus cidadãos sobrevivem da construção de pipas de renomada qualidade. O que as tornas tão especiais é um tipo de bambu raro, muito leve e resistente, e que só cresce naquela região devido à composição química do solo, alterada por um cemitério de animais. Um dia um bando de hippies chega querendo cortar os bambus para fazer flautinhas, e mandam um dos seus, Avalon, para se socializar com os nativos e convencê-los a ceder o precioso material que eles chamam de Umbambutanium. Tarsila, filha do prefeito, recebe o forasteiro e mostra a importância do bambu para a economia da região, e como cultura e tudo mais está interligado, e o leva para soltar pipas. Eventualmente Avalon vira um exímio pandorgueiro e ganha o concurso de pipas da cidade. Apaixonado pela cultura e por Tarsila, Avalon se une à moça para juntos expulsarem os hippies da cidade em uma louca aventura.

O nome vai ser, preste atenção, Ava e Tar. Acho que dá Cannes.