Fabio Romeo
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    Jisuis que sufoco

    Fui instalar um plugin para publicar também no tumblr e conseguir implodir não só o blog como também todos os sites auxiliares que ficam no meu domínio. Vai mexer com quem tá quieto… Ainda bem que deu pra recuperar. Vou postar automático só no Mastodon mesmo porque funcionou bonitinho e não explodiu nada, e tá bom demais.

    E claro, preciso dar um jeito de fazer um backup disso tudo aqui. Se eu perder as postagens vou ficar de mau humor pelo menos metade do ano.

    2 de dezembro de 2022

  • a/v

    Motosserra!

    Se tem uma coisa que eu gosto de anime é que eles não têm medo de ser ridículo nem bizarro, e metem a cara pra soltar isso aqui:

    Chainsaw Man!

    O demônio motosserra que só sonha em ganhar um beijo e comer pão com geleia. E que no meio do caminho trucida tudo que for demônio que entrar na frente. Além da animação ser boa pra cacete (feita pelo estúdio Mappa, o mesmo que fez Dorohedoro. Aliás, vai ver esse também) e eu adorar a história, fiquei viciado na música de abertura.

    28 de novembro de 2022

  • a/v

    Cantando em japonês

    Yoyoyokatawarashinganmatatsekutdaisa Baaaaabyyy

    I love you kiremasaitakinakanotachikureatamaisarabatsu yeah

    Awatataratayoyomakakonnichiwa baby sumimasenonekodesukata

    Yeah Yeah Love you baby!

    28 de novembro de 2022

  • bits e bytes

    Só digo uma verdade

    O infeliz que inventou o formato webp merece ficar ajoelhado no milho por duas horas levando 50 chibatadas. E quem trabalha na Microsoft e não implementa a visão de miniatura dessa praga no Windows Explorer também merece.

    28 de novembro de 2022

  • a/v

    Duas da manhã

    Atualmente viciado nisso aqui:

    I lost myself again, I just need time to mend
    Some quiet and some care, some time to repair
    Would you be my guide? Take me by my side
    Make me up a bed, forget the things I said
    The things I said then
    At 2am, at 2am

    14 de novembro de 2022

  • artes e design

    AI ai ai

    Desenhos criados por Inteligência Artificial são arte?

    Claro que sim, pergunta besta. Próximo?

    Hã? Não entendeu nada? Tá, vou explicar então. Tem um rebuliço danado acontecendo entre artistas visuais por conta do surgimento e da popularidade de uma classe específica de programas de inteligência artificial (Artificial Intelligence, ou AI). Esses programas foram criados com um objetivo só: catar imagens na internet, analisar e juntar tudo num bancão de dados, e usar essas referências para criar uma imagem a partir do zilhão de imagens analisadas. De cabeça posso listar cinco desses programas: DALL-E 2, Dreams by Wombo, StarryAI, Midjourney e o novo queridinho dos aficcionados por AI, Stable Diffusion. Cada um tem seu próprio algoritmo que trata de forma específica as imagens que o sistema pesquisa, com resultados bem característicos de cada um.

    E como você usa esses programas? É tipo Photoshop? Você pinta com o mouse e ele arruma, tipo aquele programa da Nvidia? Nope, em vez de desenhar você escreve uma ideia e o algoritmo se vira para criar uma imagem. A imagem abaixo, por exemplo, foi criada no Stable Diffusion com a frase “Cyberpunk city with a DeLorean time machine arriving”:

    O mais legal é que você pode pedir para a AI criar não apenas cenários, mas também emular estilos de outros artistas ou combinar materiais diferentes. Posso criar uma Mona Lisa no estilo anime:

    Ou uma reunião entre monges e demônios que nunca aconteceu, registrada em uma foto antiga:

    E é isso que tem deixado uma galera reaça P da vida. Para esses, uma inteligência artificial capaz de criar imagem a partir de texto é um absurdo, uma perversão da arte que prejudica os artistas e que vai deixar todo mundo desempregado, porque é só fulaninho digitar o que quer e pronto, a máquina faz tudo pra ele, não tem alma de artista, blábláblá. Tudo que eu faço é pegar uma chupeta, colocar na boca dessas criaturas e dar um tapinha nas costas pra ver se dormem.

    Sério, o Photoshop não acabou com a pintura física, e a AI não vai acabar com a pintura digital, ponto. Essa reação ludita é uma perda de tempo, e manifestação de um medo contra uma nova tecnologia que é, sim, muito poderosa e pouco entendida. Combater o uso de AI na arte é como combater os uso de computadores para edição de texto e defender que as máquinas de escrever são muito melhores porque são mais táteis. O melhor a fazer é perder o medo e brincar com a ferramenta para ver do que ela é capaz.

    E acredite: mesmo criando resultados fantásticos, não é tão simples quanto parece. Já começa a surgir uma classe de “curadores de frases”, que procuram a combinação perfeita de palavras e parâmetros para gerar a imagem que querem, da forma mais controlada possível, e mesmo assim muitas vezes você precisa gerar dezenas de imagens para pinçar os resultados mais legais. É um trabalho de tentativa e erro, bastante pesquisa para entender a ferramenta, e paciência para conseguir aquela imagem do jeito que você queria. Quando dá certo, é fantástico.

    Outra forma de criar com AI é usar a ferramenta como trampolim: gerar as imagens a partir de uma frase, pinçar as legais e criar no photoshop a partir delas. O Alexander Jaeger faz exatamente isso, criando máquinas futuristas a partir de prompts gerados no Midjourney.

    A tecnologia vem sempre para bagunçar o coreto e trazer coisas que nem imaginamos. O próximo passo vem aí, criar vídeos inteiros a partir de textos, abrindo possibilidades incríveis para o futuro. Os avanços são inevitáveis, e não adianta reclamar. O melhor a fazer é abraçar a novidade a aprender a fazer o melhor com ela, até porque muita gente já entrou no barco.

    E você? Ainda vai ficar aí reclamando?

    5 de outubro de 2022

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© Fabio Romeo