Trabalhando com o Subsistema Linux do Windows… ou não

Cantei as maravilhas do WSL nos posts anteriores sem saber que o universo estava olhando. A verdade é que o subsistema funciona muito bem… quando funciona.

No tutorial anterior eu instalei o LAMP chamando o pacote lamp-server em vez de instalar individualmente os pacotes apache2 e mySQL. Por quê? Porque, por algum motivo do qual a razão objetiva desconhece completamente, o mySQL se recusa a funcionar quando instalado, reclamando ser impossível conectar aos socks, e nenhuma quantidade de ajustes no hosts, nas configurações nem reinstalações resolvia o problema. Estranhamente, quando instalado pelo pacote lamp ele funcionou sem reclamar.

Problema resolvido! Ativei os serviços, trabalhei, fechei o WSL e fui dormir. No outro dia ativei de o novo o WSL, chamei de novo os serviços… e agora o apache não liga.

Edito o config, reinstalo os serviços, procuro no Stack Overflow, olho pro deadline… E abro o VMWare player para finalizar tudo na máquina virtual do Linux mesmo.

A experiência com o WSL foi de 100 a 0 em menos de dois dias. Ainda não desisti completamente, e vou continuar testado até conseguir resultados mais consistentes mas, até lá, vou virtualizando.

 

 

Usando o Windows para desenvolvimento web e o WSL como servidor local

Tudo bem, tenho o LAMP rodando. Só que agora tenho um problema: meu código está em uma pasta no Windows e eu não tenho ideia de como fazer ele rodar nesse servidor Linux que eu acabei de criar. Os arquivos até parecem estar completamente isolados! E agora?

Apesar de parecerem isolados, eles não estão. Dentro do terminal é possível acessar seus arquivos Windows acessando a pasta mnt na raiz do sistema. Se você listar os arquivos, verá que cada letra corresponde a um drive no Windows. Então, se você, por exemplo, está trabalhando em um projeto na pasta c:\projetos\meu_site, é possível acessá-lo no terminal pelo endereço /mnt/c/projetos/meu_site.

Tá, mas para rodar meus arquivos php eu preciso deles dentro da pasta /var/www/html senão eu não consigo abrir no navegador. E tem mais, eu uso o Dreamweaver para editar e não sei como jogar meus arquivos para lá, muito menos abri-los dentro desse Linux!

Aí é que está, você não tem que mover seus arquivos. O que você precisa fazer é criar dentro do WSL um link simbólico para a pasta do seu projeto. Desse modo, você continua trabalhando do mesmo jeito de sempre e  ainda pode testar seu site no navegador. No terminal digite:

ln -s "/mnt/LETRA/CAMINHO/DO/PROJETO/NO/WINDOWS" /var/www/html/NOME DA PASTA DO PROJETO

Substitua as letras maiúsculas pelo local de seu projeto. No exemplo que dei acima, a pasta de projetos fica em c:\projetos. Desse modo, o comando a ser digitado é:

ln -s /mnt/c/projetos /var/www/html/projetos

IMPORTANTE! A pasta projetos não deve existir dentro de /var/www/html, já que ela vai ser criada como um link para sua pasta Windows. Outra coisa que vale ressaltar: note que eu criei o link para a pasta projetos, não para a pasta meu_site. Fiz isso para facilitar, já que eu consigo dessa forma acessar todos os meus sites sem precisar criar um link para cada um.

Assim, ainda no exemplo, se eu quiser acessar meu_site eu digito o seguinte endereço no navegador:

http://localhost/projetos/meu_site

Simples assim. Mãos à obra!

Instalando LAMP no subsistema Linux do Windows 10 Fall Creators Update OMGBBQWTF

Ok, então você tem o Ubuntu do Windows 10 instalado em s…  Hã? Ainda não? Ok, sem pânico. Siga este link e baixe ele direto da lojinha. Vai lá, eu espero.

Ah, você não sabe o que é o subsistema Linux do Windows (ou WSL)? Ok, leia aqui e se maravilhe, e depois siga o primeiro link para instalar o bendito. Depois de instalar e clicar no ícone pela primeira vez a tela do terminal aparecerá para finalizar a instalação. Digite um nome de usuário e uma senha para ele, e pronto. A partir daí podemos instalar o LAMP (Linux Apache MySQL PHP), um pacote de serviços no Linux com, respectivamente, servidor web, banco de dados e linguagem de programação para você desenvolver páginas e sites.

Tudo instalado! Então a primeira coisa a fazer agora é atualizar o subsistema. Digite

sudo apt-get update && sudo apt-get upgrade -y

Depois instale o pacote LAMP:

sudo apt-get install lamp-server^

Esse LAMP, porém, tem uma pegadinha: o P é de Perl, uma outra linguagem de programação, e não PHP, mais usada para a web. Para termos o PHP é preciso digitar três comandos:

sudo add-apt-repository ppa:ondrej/php
sudo apt-get update
sudo apt-get install

Depois basta finalizar a instalação do MySQL com o comando abaixo:

sudo mysql_secure_installation

Siga as instruções e pronto! LAMP instalado. Para iniciar o serviço digite:

sudo service apache2 start
sudo service mysql start

Você precisará iniciar os dois serviços toda vez que abrir o WSL. Há formas de automatizar esse trabalho, mas disso eu falo depois. Teste seu novo servidor web abrindo o navegador e digitando localhost na barra de endereços, você verá uma página de testes do Apache. Funciona!

Microsoft’s Windows 10 Fall Creators Update

Não é um nome que rola fácil da língua mas, caramba, se não é um bom update. Um monte de sites e blogues já cantaram as maravilhas dessa nova versão do Windows mas eu solto fogos por causa de duas coisas:

  1. Ubuntu no Windows! Nunca mais preciso instalar WAMP, XAMPP ou VMware para rodar um stack LAMP! Isso é coisa linda de Deus, poder editar imagens no Photoshop, atualizar o código no Dreamweaver (não me julguem),  e testar tudo no Edge (yep, Edge) sem ficar murrinhando memória para a máquina virtual ou instalando gambiarras.
  2. Touch n’ grab global! Esquece o que eu disse antes, ISSO sim é coisa linda de Deus. Para quem usa mesas digitalizadoras, é uma mão na roda poder usar a caneta como se fosse um dedo interagindo com uma tela touch screen. Para apegados como eu, que ainda usa um jurássico Graphire 3 de 2004, é como ter um tablete com touch.

Minha única decepção foi não ter visto uma implementação completa do Fluent Design System no Windows. Ok, tem uns apps e talz como a calculadora e o Groove, que são programas que quase ninguém usa com a mesma frequência de um e-mail ou calendário, mas ainda assim irrita ver que o sistema carrega carunchos que parecem ter saído do Windows 95. Olha isso aqui:

Pensando bem, vai que é para agradar os hipsters de polaroid. Deve ser mais raiz conectar via linha discada do que usar essas conexões coxinhas de 100 megas.

Cadê o artigo sobre o SSL?

Vai sair, vai sair. O problema é que o Softaculous pirou na batatinha e violentou a instalação do WordPress, e o backup não conseguiu recuperar o texto. Moral da história: apaguei tudo e refiz o blog na mão, sem mané de Softaculous o caramba. Agora sim as coisa vão estabilizar, mas isso significa ter que trazer as imagens de volta, e reescrever o raio do post que foi espaço junto com a instalação original…

Instalando um tablet Graphire 3 no macOS Yosemite

 

Tenho um tablet Graphire 3 (modelo CTE-430) que me acompanha desde 2005, e que resiste bravamente apesar da constante tentação em trocá-lo por um modelo Intuos (culpa do Windows, que aceita alegremente os drivers pré-históricos dele sem nenhum problema). Além disso, desenterrei meu iMac 2008 e resolvi encostar meu turbo-mega-super-blaster notebook ASUS fazer um test-drive com ele por uns dias e reviver uma época mais simples, onde não tínhamos tanta pressa.

Surpreendentemente, tudo funciona razoavelmente rápido e muito bem – exceto o tablet. Os drivers disponíveis na página da Wacom não reconhecem um tablet de 12 anos, com razão. Mas há uma solução, você só precisa achar a página certa e seguir os passos:

  1. Visite este link. Ele leva para a página asiática de suporte da Wacom.
  2. Escolha a versão para download. Tive sucesso com a 5.2.6-5(RC).
  3. Certifique-se de que não há nenhum driver Wacom instalado. Se houver, remova-o com o próprio utilitário da Wacom dentro da pasta de Aplicativos e reinicie o iMac.
  4. Abra o arquivo DMG que você baixou e instale o driver. Após a instalação o tablet já deve parar de agir como mouse e funcionar como caneta.
  5. O painel de controle do tablet não será compatível com o Yosemite. Para abri-lo vá até a pasta Aplicativos, clique com o botão direito no ícone “Preferências do Sistema”‘ e selecione “Obter Informações”.
  6. Na janela aberta marque a opção “Abrir no modo 32 bits”.
  7. Abra as preferências do sistema, configure tudo e feche a janela, repetindo os passos 5 e 6 para desmarcar a opção.

Se tudo der certo, o tablet funcionará normalmente. A versão do painel de controle da Wacom só existe em 32 bits, exigindo os malabarismos dos passos 5 a 7 toda vez que for necessário atualizar alguma configuração do tablet. Como alternativa, você pode editar diretamente o arquivo com.wacom.pentablet.prefs que fica na pasta ˜/Biblioteca/Preferences/, mas fique avisado que isso vai exigir um pouco de paciência e disposição para ler e compreender o arquivo.

Um outro passo que pode ser necessário ou não, dependendo do sucesso, é instalar primeiro o OS X 10.8, instalar o driver e então fazer o upgrade para o Yosemite. Depois do upgrade o sistema vai dizer que desativou e moveu o painel de controle da Wacom para uma pasta por ser incompatível. Basta abrir a pasta, clicar duas vezes no arquivo para reinstalá-lo e repetir os passos 5 a 7 para configurar o tablet.

Então tá então

Um belo dia você acorda e pensa: quero manter minhas coisas por aí mais não, vou juntar tudo no meu site. E começa pelo blog. Aí você abre o site do WordPress, cata os arquivos, prepara toda a configuração do seu servidor, edita o .htacess porque esqueceu de colocar os arquivos na pasta certa, apaga tudo, reinstala, estuda a API e finalmente acerta o wp-config.php, põe o site de pé, apanha para entender por que os redirecionamentos estão quebrados, e vai mexendo e cutucando até que um dia, tudo funciona.

Feliz, você faz a dancinha da vitória e comemora abrindo o painel de controle do seu domínio para criar um endereço novo, e descobre um link do Softaculous que instala o que quiser, WordPress inclusive, automaticamente e quase sem configuração, em dois minutos.

 

It works y’all!

Woooooah, a importação do blog antigo funcionou! Ou quase… Falta dar uma escovada no texto e ajeitar umas imagens, mas o grosso está aí. Ao trabalho então.

Revisitando a Renascença

 

Pintado por Piero della Francesca, o afresco registra o momento onde um anjo e uma mulher equilibrando um prato na cabeça olham para um pilar pouco antes de o empurrarem e saírem correndo, deixando para trás os destroços da construção. Seu João, no alto, tenta diplomaticamente demover os dois da idéia dizendo “Eieiei mexe aí não, ô!”, em uma vã tentativa de salvar seu trabalho de alvenaria.

Intitulada “Agora a casa cai”, a obra tem 3,29 por 1,93 metros e encontra-se na cidade de Arezzo, Itália.