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Fabio Romeo
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    Completamente normal

    Uma moto é uma caixa cheia de líquido inflamável colocada sobre uma máquina que funciona a base de explosões, montadas em um quadro que você coloca entre as suas pernas e equilibra sobre duas rodas enquanto zune por uma rodovia a mais de 100km/h.

    22 de abril de 2026

  • a/v

    E no fim eu gostei

    Dois mil anos depois posso dizer que curti Tron Ares. A trilha sonora segura 90%, o Jared Leto não incomodou tanto quanto pensei, a história é ok, os visuais são bem legais. É meio que uma continuação do Tron Legacy que não fecha a porta para um continuação real do Legacy e ainda dá um ponta solta. Pena que a Disney tá um bagaço e andou demitindo um monte de artista que criava os conceitos visuais dos filmes e trocou o pessoal por AI, matando a chance de trazer algo decente pro futuro.

    21 de abril de 2026

  • a/v

    Tron: Ares

    Por um lado eu quero muito que seja bom, porque amo Tron e faz milênios que o último saiu. Por outro é um reboot no mundo real, provavelmente pra economizar, e tem Jared Leto, e nada disso me dá muita esperança.

    Pelo menos uma coisa eu tenho certeza que vai ser boa, a trilha sonora do Nine Inch Nails:

    25 de julho de 2025

  • achei na internet

    O que o Hubble viu no seu aniversário?

    Pra mim foi a galáxia M81. Você pode acessar o site da NASA, colocar o dia e mês do seu nascimento e descobrir como foi pra você: https://science.nasa.gov/mission/hubble/multimedia/what-did-hubble-see-on-your-birthday/

    27 de março de 2025

  • a/v

    Músicas que não posso ouvir enquanto ando de moto, parte 2

    Qualquer versão ao vivo de Rearviewmirror do Pearl Jam;

    One Way or Another da Blondie;

    Song 2 do Blur;

    Get Free do The Vines;

    Misirlou do Dick Dale;

    E não me responsabilizo por nada se tocar Surfin’ Bird do The Trashmen.

    Pa-pa ooma mow mow
    20 de outubro de 2024

  • vida, universo e tudo mais

    Reflexões sobre duas rodas

    Ou: como parei de me preocupar e decidi rodar 2000 km em uma Cafe Racer

    Resolvi descer para a Serra do Rastro da Serpente em São Paulo e falhei miseravelmente. Nunca tinha feito uma viagem longa com a Elsa e resolvi tentar logo de cara uma de 3 mil km, talvez 4 se eu animasse em continuar. Chegando em Ribeirão Preto eu pedi as contas, botei o rabo entre as pernas e voltei devagarinho, pensando como era possível sentir tanta dor em todo o corpo e continuar rodando. Esses são os pontos que aprendi pelo caminho.

    A Elsa, minha Cafe Racer (uma Continental GT 650) estacionada num posto de atendimento de uma BR

    • Existe um motivo para uma Cafe Racer se chamar “Cafe Racer” e não “World Tourer”;

    • Aquilo ali que ela tem não é um banco, é uma tábua;

    • Invejei os tiozões que viajavam nas motos custom da vida;

    • Menosprezei os mesmos tiozões que diziam como era sofrido rodar muitos quilômetros de moto e como eles eram guerreiros por fazer isso. Meu filho, tu tá num sofá de duas rodas. Sobe aqui numa racer pra ver o que é bom pra tosse.

    • Gastei mais ou menos 7 litros a cada 160 quilômetros, o que me dava aproximadamente 22km/L de consumo;

    • Com um tanque de 12 litros eu poderia teoricamente rodar 260 quilômetros antes dela parar, mas a cada 140 quilometros rodados eu já ficava ansioso atrás de um posto de gasolina;

    • Moto refrigerada a ar ESQUENTA, principalmente se você se mantiver acima de 110 km/h;

    • Falando de calor, meu celular foi meu GPS e ele cozinhou o caminho todo no suporte. Acho que a bateria dele nunca mais vai ser a mesma;

    • Câmera no capacete, não use. O peso com o tempo cansa o pescoço e o vento joga a cabeça pro lado, ela cria muita resistência aerodinâmica. E além disso a bateria acaba rápido. Prenda na moto e ligue numa tomada USB;

    • Aliás, não instalei tomada USB. Mantive o celular vivo com uma bateria de 20000mAh, durou as 10 horas e ainda saiu com carga;

    • A BR-050 é a rodovia mais tranquila que já peguei, toda duplicada e em condições ok;

    • A Anhanguera é a pista mais CHATA que já rodei, um retão infinito sem paisagem;

    Essa deve ser a tal da Infinita Highway

    • Os pedágios são um atraso de vida, muitos aceitam cartão mas uma boa parte só pagando em dinheiro. DINHEIRO. Feito um selvagem. Em pleno ano de 2024. E nem adianta tag, moto não pode usar – elas são ilegais em pedágios e os leitores não reconhecem.

    • Muito caminhões pelo caminho, mas como a BR-050 é duplicada eles não foram problema;

    • Odeio passar por Valparaíso e por Luziânia com todas as minhas forças, os motoristas dali são suicidas. Aumentei o tempo de viagem em 1 hora indo pela GO-436, mesmo estando estrupiado, para não passar por aquele inferno;

    • Aliás, esse trecho da GO e o início da BR-050 foram os mais divertidos da estrada;

    • Leve um borrifador com água e uma flanela para limpar as toneladas de insetos que vão se espatifar na viseira e na jaqueta;

    Viseira limpa depois de muito esfregar, mas ainda com sinais do massacre no resto do capacete e jaqueta

    • Parei em praticamente todos os pontos de apoio das BRs para me esticar e beber água, isso deve ter aumentado o tempo de viagem em pelo menos uma hora;

    •Gastei 10 horas para ir até Ribeirão e 10 para voltar de lá. Foram 20 horas pendurado em cima de uma Cafe Racer;

    • Meus braços ficaram dormentes durante o caminho;

    • Minhas pernas ficaram dormentes durante o caminho;

    • Fiquei com dores nas articulações e nas costas por três dias;

    • Fiquei me perguntando no caminho por que diabos resolvi fazer isso;

    • Mal posso esperar para fazer de novo.

    5 de maio de 2024

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© Fabio Romeo