Ainda mais quando tem obras novas pra ver. Postei tudo na minha galeria.

Depois de ler essa matéria maravilhosa no Ars Technica dizendo que o chatGPT está com preguicinha de fim de ano eu só consigo pensar nisso:

O futuro não vai ter Skynet porque os robôs vão virar humanos e ficar sentados em frente à TV assistindo Dorama na Netflix.
-Motor de probabilidade?
-Motor de IMprobabilidade!
-Como assim?
-Assim. Você usa a probabilidade viajar. Quanto menos provável for a chance de você estiver em um determinado lugar neste momento, mais rapidamente você chega lá! Escreveram até um livro sobre o conceito.
-Aquilo era uma comédia com ficção científica como pano de fundo. Com uma cantina italiana robótica como centro do motor.
-Sim, mas a idéia fundamental foi lançada. Lembre-se que a ficção científica sempre foi a base para a realidade de hoje.
-Tá, mas isso? Como você espera chegar PERTO de construir algo assim?
-Simples. Sento e espero.
-Hã?
-Sério. Cheguei a pensar em um sistema com base em cálculos probabilísticos de bingo e loterias contido em um campo magnético, mas percebi que seria muito mais prático sentar e esperar. Afinal, o motor funciona com probabilidade, certo? Quanto menor a probabilidade de um evento ocorrer, mais próximo ele estará. A probabilidade dele aparecer por perto é muito pequena, o que o trará mais rapidamente para mim. Simples.
-…
-…
-Essa é a idéia mais idiota que já ouvi na vida.

“Mas pára com isso e devolve o motor do carro!”, disse Angela. Jeff, feliz da vida com o projeto, não ligou. “Isso é ciência, mulher!”
”(…) as pessoas não são tão vaidosas de sua personalidade quanto de sua obra. Elas, acho eu, estranhamente se sentem menos obrigadas para com a personalidade, achando que podem trabalhá-la e mudá-la, enquanto com a obra, depois de vir a público… Bem, nada mais pode ser feito. Sempre quis encontrar um pintor com quem realmente eu pudesse conversar… alguém com qualidades e com um tipo de sensibilidade em que eu realmente acreditasse, uma pessoa que espedaçasse meus quadros, mas com um julgamento em que eu acreditasse de verdade (…) Acho que seria maravilhoso ter alguém que me dissesse faça isso, faça aquilo, não faça isso, não faça aquilo! E que ainda por cima me dissesse por quê. Seria uma grande ajuda.”
Trecho do livro Entrevistas com Francis Bacon, de David Sylvester
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